A Microsoft decidiu nesta quinta-feira se unir às companhias que apresentaram queixas contra a Google por supostas práticas monopolistas, e anunciou que abrirá um processo na Comissão Europeia contra o gigante das buscas na internet por dificultar o desenvolvimento de seus principais concorrentes.
A denúncia da Microsoft se baseia no modelo de ações usado pela Google para reforçar sua "posição dominante nos mercados das buscas na internet e de buscas e publicidade, em detrimento dos consumidores europeus". Segundo a Microsoft, a Google construiu seu negócio sobre a indexação e apresentação de fragmentos do conteúdo do site de outras organizações e, assim, teria "isolado" o acesso a certos dados e conteúdos que os concorrentes precisam para oferecer os resultados das buscas dos consumidores e, dessa forma, atrair anunciantes.
Como exemplo, citou que a Google comprou o YouTube em 2006 e que, desde então, nenhum outro buscador pode concorrer na hora de localizar vídeos nesse site. A companhia também lamentou que a Google "tenha se recusado a permitir" que o sistema operacional Windows para celulares acesse os metadados do YouTube da mesma forma que os telefones com tecnologia Android e os iPhones da Apple, os quais "não oferecem um serviço concorrente de buscas".
Além disso, a Microsoft considera que a Google pretende "bloquear" conteúdos que são propriedade de editores de livros ao digitalizar obras "órfãs" (cujos direitos autorais têm detentores desconhecidos), dificultar aos usuários o acesso a seus dados e discriminar seus possíveis concorrentes ao cobrar mais para que seus anúncios tenham um lugar proeminente.